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Sony Bravia – making of “Bouncy Balls”

Este é um comercial que não me canso de assistir. Desde a primeira vez que o vi, em meados de 2006 (salvo engano), fico minutos à frente do computador admirando-o. É um daqueles que, quando preciso de inspiração, o procuro na internet e assisto, por inúmeras vezes!

Não tem muito tempo encontrei um making of no You Tube. Não o havia compartilhado antes por aqui por estar relativamente bastante ausente!

Quem assina o comercial é a Fallon, de Londres. O comercial recebeu um Leão de Ouro em Cannes na categoria “filme” em 2006, entre muitas outras premiações. Foram utilizadas 250 mil bolinhas, 23 câmeras e três dias de filmagens. Não obtive o número de escudos utilizados pela equipe!

Aos que conhecem São Francisco, imaginem aquelas bolinhas coloridas quicando pelas infinitas ruas de ladeiras…

15 coisas que você não sabia sobre Os Simpsons

Sou fã de Os Simpsons! E não resisti quando li a matéria abaixa na revista Monet sobre a série! Reproduzo aqui o artigo, que é uma tradução de publicação do blog Odee (muito bom, por sinal!).


O blog Oddee fez uma brincadeira que é um infográfico que traz informações desconhecidas de “Os Simpsons”. São quinze dados sobre a série animada de maior duração da televisão que talvez nem os maiores fãs conheçam. Confira o texto que nós traduzimos aqui:

1. 19 DE ABRIL DE 1987 foi a primeira aparição de Os Simpsons como parte do The Tracey Ullman Show. Em 1992 a comediante Tracey Ullman processou a FOX para pedir parte dos rendimentos com a atração, alegando que o sucesso da mesma se devia a seu programa – a corte rejeitou seu pedido;

2. FOI CRIADO POR MATT GROENING, que tinha a intenção de oferecer à audiência uma alternativa ao “lixo mainstream” que as pessoas assistiam;

3. DOIS DIAS foi o tempo que o músico Danny Elfman levou para compor o tema de abertura;

4. SEIS MESES é o tempo que leva para cada episódio ser produzido. O time de roteiristas costuma ser composto por 16 pessoas, que propõem ideias para os episódios ao começo de cada mês de dezembro;

5. TODOS OS SIMPSONS TEM O NOME DO MEIO COMEÇANDO COM ‘J’. Groening usou nomes de familiares para nomear os personagens, apesar de ter criado alguns anagramas, como ‘Bart’ ao invés de ‘Brat’;

6. SEIS ATORES PRINCIPAIS são responsáveis pela maioria das vozes dos personagens;

7. DE 5 A 46 SEGUNDOS leva a parte do sofá na abertura. Isso facilita a vida dos roteiristas, que podem adaptar o tempo quando necessário;

8. MAIS DE 600 CONVIDADOS ESPECIAIS já participaram de Os Simpsons, incluindo Stephen Hawking, Paul McCartney e Andre Agassi;

9. JAPONÊS, ALEMÃO, ESPANHOL, FRANCÊS são algumas das línguas em a animação é dublada. Nos países árabes Hommer bebe refrigerante no lugar de cerveja para não contrariar os costumes locais;

10. 13.4 MILHÕES DE ESPECTADORES foi a audiência da série na primeira temporada. Atualmente o número é 7.7 milhões ;

11. “D’OH!”, expressão constantemente repetida por Homer, virou verbete no Oxford English Dictionary;

12. MAIS DE 100 VEZES foi necessário reescrever o roteiro Os Simpsons – o filme;

13. 1 BILHÃO DE SELOS foram impressos pelos correios americanos em comemoração ao vigésimo aniversário da série, o que nunca havia sido feito com uma atração da tv;

14. 3 BILHÕES foram arrecadados com publicidade;

15. MAIS DE 150 PERSONAGENS aparecem regularmente, entre protagonistas, coadjuvantes e ocasionais.

(Fonte: http://revistamonet.com.br/coluna/2010/03/30/15-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-os-simpsons/)

Acrescentaria mais uma:

16. BART FOI CRIADO PARA SER o personagem principal da série. Logo nos primeiros episódios, Homer foi quem despertou maior simpatia do público, e a alteração do protagonista foi inevitável.

Em tempo: quando forem ao Universal Studios, em Orlando, Florida (EUA), não deixem de brincar no simulador de Os Simpsons. Ele fica onde antigamente era o De volta para o futuro”. Na saída, há uma loja bem bacana, onde se pode comprar Duff Beer (que é um energético, na verdade)! Eu comprei e trouxe algumas de presentes para os amigos!

Doisneau, um olhar terno para o mundo

O beijo na calçada (Le Baiser du trottoir), por Robert Doisneau

(texto – Antônio Gonçalves Filho – O Estado de SP)

A foto de Robert Doisneau acima, que mostra um casal se beijando há 60 anos em frente ao Hôtel de Ville, em Paris, é carregada de nostalgia e de um olhar terno, características que marcaram o estilo do fotógrafo. Por ironia, Doisneau não foi treinado para desenvolver esse olhar subjetivo, mas registrar máquinas de forma objetiva – ele iniciou sua carreira como funcionário da Renault, fotografando carros. No entanto, seu famoso beijo, que já vendeu quase 500 mil cópias – recorde mundial de exemplares tirados de uma imagem original – é uma prova de que o trabalho jornalístico pode ser sinônimo do artístico e incorporar detalhes de uma história pessoal, como no ensaio sobre o comportamento dos jovens parisienses encomendado pela revista americana Life em 1950 e que resultou no beijo.

Durante muito tempo circulou a versão de que os personagens dessa reportagem formassem um casal chamado Jean e Denise Lavergne – finalmente desmascarados como dois impostores quando surgiram os verdadeiros nomes dos protagonistas da história, Françoise Bornet e Jacques Cateaud. A história é fascinante: sentado num bar, Doisneau contemplava a paisagem em busca de inspiração quando topou com o casal. Ele, então, abordou os dois e descobriu que eram atores amadores, propondo em seguida que posassem para a legendária foto. A identidade do casal foi descoberta por meio de um número, 21.039, que identificava a foto do beijo nos arquivos do fotógrafo e foi presenteada pelo próprio Doisneau à linda Françoise Bornet. Um belo presente para o casal mais famoso da história da fotografia: o exemplar original valia há algum tempo mais de 20 mil euros.

A carreira de Doisneau não perseguiu, porém, a meta publicitária hoje comum entre profissionais do ramo. Talvez seja por isso que não se encontra facilmente uma imagem contemporânea capaz de provocar tanto encanto e emoção quanto seus flagrantes de personagens anônimos em situações engraçadas, como o dos dois irmãos gêmeos que fazem acrobacias numa rua de Paris, em 1934, observados por outros dois garotos também vestidos com roupas absolutamente idênticas. Também por ela Doisneau já foi definido como um mestre intuitivo do absurdo e do incomum. Ele costumava dizer que a vida não era alegre e, justamente por esse motivo, o humor surge como uma espécie de refúgio “no qual a emoção que sentimos é aprisionado”.

O senso ético de Doisneau é outro aspecto de sua personalidade difícil de ignorar. Em maio de 1936, quando foi eleita a Frente Popular, que levou à criação de um governo de esquerda liderado por Léon Blum, Doisneau recusou-se a fotografar os operários da greve para protegê-los de possíveis represálias dos patrões. Esse é o lado menos conhecido de sua história. Frequentemente, ele é lembrado como fotógrafo de moda de revistas como Vogue, que o contratou em 1949, um ano antes da foto do beijo, mas Doisneau gostava mesmo era de registrar o homem da ruas. Impressiona a série de fotografias feitas na ex-União Soviética em 1968 para La Vie Ouvrière (A Vida Operária). Jean-François Chevrier fala do desejo de Doisneau de “fixar aquilo que está em vias de desaparecer e deixar a lembrança do pequeno mundo que conheceu”.

Um olhar retrospectivo para essa história confirma as palavras do escritor, associando seu nome aos dos grandes humanistas da fotografia, especialmente o pioneiro Eugène Atget, que fotografava anônimos nas ruas parisienses no início do século passado, e Henri Cartier-Bresson (1908-2004), de quem se tornou amigo. Eram tão companheiros que, na cerimônia fúnebre de Doisneau, em 1994, Cartier-Bresson atirou ao túmulo do amigo a metade de uma maçã, comendo a outra metade, num gesto simbólico de fraternidade eterna.

Ao contrário de Cartier-Bresson, que perseguia um ideal estético ligado à tradição pictórica, compondo suas fotos como quem pinta um quadro, Doisneau não parecia tão interessado no enquadramento como nos personagens das cenas que retratava. Não que ele desprezasse o rigor formal do amigo. Ao contrário. O fotógrafo conviveu com grandes personalidades do mundo intelectual francês como o poeta Jacques Prévert (é dele sua melhor foto, sentado ao lado do cão num parque parisiense em 1955), o cineasta Jacques Tati e o pintor Picasso. Mas foi com o amigo Robert Giraud que seu imaginário se desenvolveu, quando o reencontrou e este o conduziu como um Caronte pelo mundo dos humilhados e ofendidos da rua Mouffetard no começo dos anos 1950 – é dessa fase a foto do acordeonista cego (1951) na esquina, solitário e ignorado pelos passantes.

Sonho americano. Lazer em Palm Springs (EUA) 1960

Por tudo isso é compreensível que se recorde Doisneau em preto-e-branco, surpreendendo, portanto, a exposição de suas fotos em cores na Galeria Claude Bernard, em Paris. Nessa sua breve passagem pelos EUA há 50 anos, Doisneau, que detestava viajar, topou com o artificialismo de Palm Springs, mas também com figuras que os cineastas na nouvelle-vague francesa chamavam de gênios, entre elas o comediante Jerry Lewis, que fotografou durante uma filmagem. Lewis sempre foi a autocrítica bem-humorada da América que sonha as cores publicitárias da foto maior ao lado. O olho treinado de Doisneau logo percebeu que estava diante de um ícone – e o melhor que se tem a fazer diante dele é prestar reverência. Foi justamente o que fez.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100321/not_imp527121,0.php

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Tenho muitas referências na fotografia. Robert Doisneau é uma delas. A principal, talvez. Esta foto, O beijo na calçada, sempre me fascinou. É uma daquelas fotos que olho e digo “queria ter feito!”

Conheço Paris e, nas vezes em que estive lá, me via andando pelas ruas e tentando reconhecer os locais onde as fotos do Doisneau haviam sido feitas. Enquanto muitos se preocupariam em procurar Torre Eiffel, Champs Élysées e a Catedral de Notre Dame, eu vagava em meus pensamentos recordando as imagens feitas por um de meus ídolos.

Para conhecer um pouco mais do trabalho do fotógrafo parisiense falecido em 01 de abril de 1994, clique aqui e aqui.

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